A sangria é uma das técnicas da
Acupuntura menos difundidas no Ocidente. A aplicação das agulhas filiformes é,
sem dúvida, a principal técnica da Acupuntura, sendo muitas vezes considerada a
própria Acupuntura. Mas essa milenar medicina não se limita às agulhas finas e
longas aplicadas nos pontos. Existem muitas outras ferramentas, cada uma com
sua própria abrangência de efeitos e indicações (e até mesmo
contra-indicações), como a moxabustão, em suas variadas formas de aplicação, as
agulhas intra-dérmicas, como as Hinanshin japonesas, e as técnicas de sangria,
entre outras.
A sangria se constitue na
retirada de sangue de determinado ponto do corpo do paciente. Normalmente são
utilizadas agulhas especiais para esse fim, como as de ponta triangular,
conhecidas como lancetas de sangria, mas é possível se fazer sangria até mesmo
com as agulhas filiformes comuns, mediante a aplicação com a técnica
apropriada. É aplicada a sangria em praticamente qualquer região do corpo, mas
é mais comum a sua aplicação nas costas, cabeça, face e membros.
Devido a retirada do sangue os
pacientes normalmente tem algum grau de rejeição a essa técnica. Mas cabe ao
Acupunturista explicar como a técnica será executada, a quantidade de sangue
que será extraída, que normalmente se resumem à algumas gotas e que a sangria é
praticamente indolor.
Um dos tratamentos clássicos com a utilização de sangria é para a erisipela. Pela visão da medicina alopática, a erisipela é uma infecção da pele causada geralmente pela bactéria Streptococcus pyogenes grupo A, mas também pode ser causada por outros estreptococos ou até por estafilococos. No período de incubação, que é de um a oito dias, aparece mal-estar, desânimo, dor de cabeça, náusea e vômitos, seguidos de febre alta e aparecimento de manchas vermelhas com aspecto de casca de laranja, bolhas pequenas ou grandes, quase sempre nas pernas e, às vezes, na face, tronco ou braços. As manchas na pele no início apresentam somente aumento de temperatura, mas logo se tornam bastante dolorosas. A febre costuma permanecer de um a quatro dias e pode regredir espontaneamente, causando uma enorme prostração.
Essa patologia não possui cura por tratamentos pela medicina alopática. Para Medicina Chinesa esse quadro se constitui por um Excesso devido a uma estagnação de Sangue (Xue) sob a pele gerando Calor.
Um dos tratamentos clássicos com a utilização de sangria é para a erisipela. Pela visão da medicina alopática, a erisipela é uma infecção da pele causada geralmente pela bactéria Streptococcus pyogenes grupo A, mas também pode ser causada por outros estreptococos ou até por estafilococos. No período de incubação, que é de um a oito dias, aparece mal-estar, desânimo, dor de cabeça, náusea e vômitos, seguidos de febre alta e aparecimento de manchas vermelhas com aspecto de casca de laranja, bolhas pequenas ou grandes, quase sempre nas pernas e, às vezes, na face, tronco ou braços. As manchas na pele no início apresentam somente aumento de temperatura, mas logo se tornam bastante dolorosas. A febre costuma permanecer de um a quatro dias e pode regredir espontaneamente, causando uma enorme prostração.
Essa patologia não possui cura por tratamentos pela medicina alopática. Para Medicina Chinesa esse quadro se constitui por um Excesso devido a uma estagnação de Sangue (Xue) sob a pele gerando Calor.
O princípio de tratamento
consiste em retirar o Calor do Sangue (Xue) e promover a sua circulação. Para
isso a melhor técnica é a sangria realizada nos pontos BP1, BP10 e nos pontos
locais na região afetada. Deve-se fazer sangria sobre os pontos mais arroxeados
e escuros. Em cada ponto retira-se aproximadamante seis gotas de sangue.
Havendo muitos pontos e a região permitindo, pode-se aplicar ventosa nos pontos
de sangria.
Se possível essa aplicação deve
ser feita duas vezes por semana, mas temos ótimos resultados com sessões
semanais. No mínimo devem ser realizadas dez aplicações.
Através desse tratamento o
paciente pode chegar a curar-se completamente da erisipela.
Informações: terapeutasemfronteira@gmail.com

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