Quando jovem
freqüentou a universidade de Oxford para
se dedicar à religião
e acabou se interessando pela arte da
cura. Seu
desafio foi conciliar estes dois mundos. Invadiu a área da igreja, pois segundo
a mesma o cérebro era o lar da alma e domínio do clero. Como um homem temente a
Deus ele relutava em ir contra a visão da igreja, mas não podia ignorar o que
estava vendo. Ele resolveu o impasse após muita reflexão: o ser humano possuía
duas almas uma alma imortal e outra corporal
Foi um dos mais destacados médicos ingleses
da época moderna, e um dos cientistas que buscava explicar a atividade do corpo
humano, separando-o do espírito. Descobriu que muitos problemas psíquicos
considerados problemas na alma, eram doenças e traumas físicos. Willis tentou
aproximar a anatomia, fisiologia e química aos achados clínicos de patologia
nervosa da época. Ele foi um membro da escola iatroquímica, que acreditava que
a química era a base da função humana, ao invés da mecânica, como se acreditava
na época.
Foi um dos pioneiros do estudo do sistema
nervoso e o primeiro a identificar várias doenças. Foi professor de Filosofia
Natural em Oxford de 1660 a 1675; e clinicou em Londres a partir de 1666 com
grande sucesso. Em sua obra Cerebri Anatome, cui accessit Nervorum descriptio
et usus ("Anatomia do Cérebro, com uma descrição dos nervos e de suas
funções"), o mais completo e acurada descrição do sistema nervoso até
então, ele faz a primeira descrição do padrão hexagonal das artérias na base do
cérebro descobrindo-lhe a finalidade de proporcionar o máximo de suprimento
sangüíneo ao cérebro. Descreveu o "círculo de Willis", um complexo
vascular na base do cérebro e descreveu sua função. Usou pela primeira vez o
termo "ação reflexa".
Foi o primeiro a descrever a miastenia grave
(1671), uma fadiga muscular crônica marcada por paralisia progressiva, e a
febre puerperal, assim denominada por ele. Reintroduziu na medicina o antigo
uso dos gregos de diagnosticar o diabetes pela urina doce.
Tirou a epilepsia do mundo espiritual para os
domínios da ciência, pois esta doença era tratada como possessão demoníaca.
Suas descobertas eram empíricas, mas tinham raízes em Hipócrates em seu
trabalho "Da Doença Sagrada" que fala que a epilepsia não é doença
dos deuses ou tem poder profético, mas é uma doença natural do cérebro. Esta
visão ficou perdida por 2000 anos levando muitas pessoas a serem tratadas de
forma bárbara ou torturadas e mortas pela inquisição.
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