sábado, 17 de setembro de 2016

Thomas Willis (1621-1675) Outro Terapeuta sem fronteira.

Quando jovem freqüentou a universidade de Oxford para
se dedicar à religião e acabou se interessando pela arte da
cura.  Seu desafio foi conciliar estes dois mundos. Invadiu a área da igreja, pois segundo a mesma o cérebro era o lar da alma e domínio do clero. Como um homem temente a Deus ele relutava em ir contra a visão da igreja, mas não podia ignorar o que estava vendo. Ele resolveu o impasse após muita reflexão: o ser humano possuía duas almas uma alma imortal e outra corporal
Foi um dos mais destacados médicos ingleses da época moderna, e um dos cientistas que buscava explicar a atividade do corpo humano, separando-o do espírito. Descobriu que muitos problemas psíquicos considerados problemas na alma, eram doenças e traumas físicos. Willis tentou aproximar a anatomia, fisiologia e química aos achados clínicos de patologia nervosa da época. Ele foi um membro da escola iatroquímica, que acreditava que a química era a base da função humana, ao invés da mecânica, como se acreditava na época.

Foi um dos pioneiros do estudo do sistema nervoso e o primeiro a identificar várias doenças. Foi professor de Filosofia Natural em Oxford de 1660 a 1675; e clinicou em Londres a partir de 1666 com grande sucesso. Em sua obra Cerebri Anatome, cui accessit Nervorum descriptio et usus ("Anatomia do Cérebro, com uma descrição dos nervos e de suas funções"), o mais completo e acurada descrição do sistema nervoso até então, ele faz a primeira descrição do padrão hexagonal das artérias na base do cérebro descobrindo-lhe a finalidade de proporcionar o máximo de suprimento sangüíneo ao cérebro. Descreveu o "círculo de Willis", um complexo vascular na base do cérebro e descreveu sua função. Usou pela primeira vez o termo "ação reflexa".
Foi o primeiro a descrever a miastenia grave (1671), uma fadiga muscular crônica marcada por paralisia progressiva, e a febre puerperal, assim denominada por ele. Reintroduziu na medicina o antigo uso dos gregos de diagnosticar o diabetes pela urina doce.

Tirou a epilepsia do mundo espiritual para os domínios da ciência, pois esta doença era tratada como possessão demoníaca. Suas descobertas eram empíricas, mas tinham raízes em Hipócrates em seu trabalho "Da Doença Sagrada" que fala que a epilepsia não é doença dos deuses ou tem poder profético, mas é uma doença natural do cérebro. Esta visão ficou perdida por 2000 anos levando muitas pessoas a serem tratadas de forma bárbara ou torturadas e mortas pela inquisição.
Informações, Cursos, Workshop, Atendimentos: terapeutasemfronteira@gmail.com

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